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poemas para acabar
com a violência doméstica

Poemas Políticos

e Eróticos

o traidor

PARTILHA DE SOMBRA

Cancioneiro da Sustentabilidade

um homem querendo vender a sua morte

À Beira do Corpo

A grande maioria dos poemas deste livro dão continuidade a uma tradição poética inaugurada por Safo, de que tanto falamos nos nossos serões literários. Lembras-te da discussão que tivemos sobre Nicolau Tolentino, que escreveu a frase, que ficou famosa, de que “não há nada de novo, a não ser aquilo que foi esquecido”? Lembrei-me dela assim que abri o computador e comecei a ler os poemas deste livro onde queres acabar com a violência doméstica. Gostei do título. Está de acordo com os segredos que guardas do teu último marido que foi ministro/embaixador/latifundiário, que precisava bater-te e fazer sangue para conseguir foder-te. Recrias ainda com muita arte e engenho a poesia erótica e política que não vejo noutros poetas das últimas gerações. Mas reconheço que gostava que fosses ainda mais pornográfica( : ). Para já, e escrevo isto sem favor de amiga e camarada de muitos anos do ofício de viver, os poemas para acabar com a violência doméstica são o melhor que li nos últimos anos. Não precisas de sair à rua com o livro debaixo do braço para anunciares um dos melhores livros de poesia que já li desde que me conheço amante de poemas e poetas.

Excerto do posfácio

 

Poemas Políticos e Eróticos é a segunda reunião de poemas de Anne Quetzal uma poeta que apareceu em 2016 com Poemas Americanos numa edição da Rosmaninho que volta​ agora ​a publicar a​ ​poeta mais secreta e libertina da literatura portuguesa dos últimos tempos.

​Poemas ​P​olíticos e ​E​r​ó​ticos é um livro ​provocador, ao jeito dos ​melhores ​poetas libertinos​. O livro é um conjunto de 101 poemas, todos eles possuindo um estilo confessional​,​ ​onde se esconde a voz de um homem ​“​que vai ás putas”, ​“que tem segredos para contar​“​, ​“que não nasceu rico​” ​, ​“​que vai ​à​ missa aos domingos​”, ​“​cujo desti​n​o é andar sempre metido debaixo das saias de deus​”.

Poemas ​P​olíticos e ​E​r​ó​t​icos​ é um livro de poemas que faz uma ​​abordagem ​admir​á​vel​, em versão masculina, ​a​os ​mais significativos ​limites da subversão e da dissidê​ncia ​que se pode​m​ encontrar ​nos comportamentos​ dos Homens.​ Aviso aos mais distr​aidos: quem for insens​í​vel ao desafogo da imaginação, achar que pode ser v​í​tima de uma maldição divina, deve evitar a leitura deste​ livro​​.

Os títulos d​os poemas ​são nomes cimeiros de figuras da cultura e da política portuguesa​ todos eles ainda vivos​. A autora explica numa breve “Advert​ê​ncia” que o livro ​“​é uma declaração de amor aos “homens” da sua vida. E por que é que todos os títulos dos poemas são nomes de hom​e​ns? ​“Porque eles é que são ​“os salvadores da pátria”, escreve​.

 

Segundo quartel do século XVII

Viajando de La Rochelle para Lisboa, a rainha de Portugal, casada por procuração com o rei D. Afonso VI, é escoltada por armada francesa, para a sua aclamação na capital.

Mas devido aos confrontos com França pelos domínios ultramarinos, Espanha tenta opor-se fortemente e envia armada a partir de Cádis comandada por D. Diego de Ybarra, para tentar barrar-lhe a entrada em Lisboa, por alturas do arquipélago das Berlengas.

No ataque da armada espanhola ao forte de S. João Baptista, implantado num ilhéu tido como inexpugnável, depara-se-lhe uma resistência heroica da guarnição portuguesa, composta por 28 militares a cumprir penas, comandados pelo cabo Alevar Pessoa.

A sua bravura é tal que só é tomada por traição, não antes de terem inflingido pesadas baixas e afundado vários navios espanhóis.

A guarnição portuguesa é por fim aprisionada e o forte destruído, mas o traidor, Lucas Alves, consegue salvar-se e dá à costa, fugindo incógnito pelo país até atingir um couto na Galiza onde julga ficar a salvo. É também a história rocambolesca dessa fuga.

Neste romance, um pintor frustrado, amargurado e excêntrico, mantém ao seu redor uma reduzida plateia de seres mudos, submissos e escondidos na sombra. Inês, velha senhora suave, sensível, sempre de olhos e coração abertos para as pequenas belezas da natureza, mas irremediavelmente só. Raimundo, sombra de homem confinado a uma cadeira, desesperançado e triste, em companhia de suas reminiscências.  Rufino, anão de meia-idade, dolorosamente consciente de suas limitações, à procura da beleza e da juventude em outros corpos. A entrada de Zaida e Daniel, com sua alegria e juventude, neste universo de seres semimortos, representa uma possibilidade de vida que rompe a ordem estabelecida.

Uma história que se movimenta em mistérios que se sobrepõem e enovelam e que, por sua força metafórica e densidade lírica, nos aproxima dos clássicos no gênero, das narrativas curtas e cruéis de um Poe, de um Villiers de L’Isle Adam ou de um Hemingway, cujo nível simbólico é por vezes insondável mas permanente.

A Universidade de Évora distinguiu-se, desde a sua restauração, como baluarte da defesa do ambiente e da conservação da natureza, quer pelos seus ensinos formais sob inspiração do Prof. Gonçalo Ribeiro Telles, quer pelas organizações juvenis a que deu guarida e apoiou, quer ainda por uma plêiade de cientistas e pedagogos, em que se inscreve o autor desta obra, o Prof. Carlos Cupeto, que exercem incansavelmente uma verdadeira militância em defesa do ambiente. Testemunho dessa militância é o Cancioneiro da Sustentabilidade. Trata-se na verdade de uma colectânia de textos publicados na comunicação social, através dos quais o Prof. Carlos Cupeto, ao longo do tempo, tem vindo a exercer uma acção pedagógica junto do público, de educação ambiental e de denúncia de situações atentórias da homeostase da nossa Terra. A divulgação destes textos em livro potencia a sua mais ampla divulgação. É pois espectável que, desde modo, um público mais vasto venha a beneficiar da reflexão que o Prof. Carlos Cupeto no oferece e das mensagens que desde há muito tempo ele nos endereça. Professor Jorge Araújo, in: Prefácio.

Romance vigoroso, de um autor senhor de seus instrumentos de expressão, seguro na forma – um estilo conciso, preciso, a servir de grande elemento ao aprofundamento de seu tema, e a lembrar o do próprio romancista que o prêmio homenageia, tem A Pasmaceira1  por ambiente uma pequena cidade brasileira dos dias de hoje e nos traz a história de uma família através da visão de três de seus membros – mãe, filho e neto –, cada um com seus dramas íntimos, as duas primeiras figuras com suas vidas truncadas, a terceira em sua procura de descobrir o porquê do trágico destino do pai. Romance a abarcar um largo espaço no tempo, nesse espaço fixa ele alguns momentos-chave de nossa história política mais recente através de seus reflexos na cidadezinha – o caso do 31 de março de 1964, que, por sinal, vai motivar um dos pontos mais altos do romance. Além da força da história, da dos seus personagens, de seu conteúdo humano, é de se considerar, na obra, a captação da atmosfera dessa cidade provinciana, seu dia-a-dia, seus tipos, episódios grotescos – elementos esses e outros que dão ao livro sua alta qualidade.

Walmir Ayala (Porto Alegre-RS, 4 de Janeiro de 1933 - Rio de Janeiro-RJ, 28 de agosto de 1991), foi um poeta, romancista, memorialista, teatrólogo, autor de literatura infantojuvenil e crítico de arte brasileiro. Autor de uma obra bastante extensa em todos os gêneros, seu romance de maior sucesso, À beira do corpo (1964), conquistou o público e a crítica ao longo dos anos. Colaborou intensamente com diversos jornais e revistas tais como Jornal do Brasil, Correio da Manhã, Última Hora, O Cruzeiro etc. Autor de numerosos livros também para o público infanto juvenil, tornou-se num dos escritores mais premiados de sua geração em todos os géneros de sua actuação. Organizou diversas antologias, a exemplo da Antologia dos poetas brasileiros – fase moderna (Ediouro, 1967), a quatro mãos com Manuel Bandeira.Traduziu para o português o poema argentino Martín Fierro, de José Hernández, publicado pela Ediouro em 1988.

Poemas Americanos

Poemas Americanos é um livro que não encontra paralelo no mercado português e entre os autores de língua portuguesa dos últimos anos. Este livro marca a diferença. É de leitura obrigatória para quem acompanha de perto a evolução da literatura em Portugal. Não é uma nova literatura que nasce com a publicação deste livro mas é uma renovada forma de um autor voltar aos temas de sempre: o amor, o erotismo e o social; pela voz de uma mulher que, não sendo coisa rara nos nossos tempos, ainda é razão para festejarmos e ficarmos mais atentos. Estes poemas, estes pequenos romances que compõem o volume de Poemas Americanos, são provocação pura e dura; De leitura obrigatória para todos os amantes de textos de intervenção e cariz erótico.

 

O TEMPO DE TODAS
AS INCERTEZAS

A História dos acontecimentos que marcaram as transformações humanas faz-se com recurso a provas factuais, corretas e verdadeiras. Os episódios que se referem a situações militares de confronto entre forças antagonistas têm um mérito especial quando chegam até nós através das narrativas daqueles que os presenciaram e neles participaram como atores diretos. Álvaro Ribeiro tem esse mérito: foi um ator diretamente interveniente.

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